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Ponto de Vista traz “Do ponto de partida ao propósito”, por Gilberto Alves

Conheça a trajetória do diretor geral na Posigraf

Escrito por: Gilberto Alves

Escolhi Curitiba por amor, mas para contar minha história, preciso começar pelo ponto onde tudo teve início.

Nasci em São Paulo, em uma família guiada por respeito, responsabilidade e trabalho: valores que moldaram minha forma de ser. O meu tio Abílio, militar, teve enorme influência na formação da minha disciplina, deixando em mim a convicção de que esforço e constância são caminhos para qualquer conquista. Ainda jovem, enquanto estudava na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), iniciei minha carreira como trainee e, logo na sequência, fui promovido a um cargo de liderança, o que me abriu as portas para o ambiente corporativo.

Em paralelo a isso, casei relativamente cedo — aos 24 anos — e esse foi um dos primeiros grandes marcos de amadurecimento da minha vida. A minha grande base e parceira de vida, permitiu com que eu olhasse para o futuro com mais responsabilidade e consciência, entendendo que decisões não dizem respeito apenas a mim, mas também às pessoas que caminham ao meu lado.

Atuei em grandes multinacionais, vivenciando a intensidade de estruturas competitivas, decisões rápidas e foco permanente em resultados. Ao mesmo tempo, descobri meu gosto natural pelo relacionamento humano, o que me levou às áreas comercial e de marketing, impulsionando minha formação com pós-graduação e MBA.

Foi nesse momento de maturidade profissional e pessoal que Curitiba entrou definitivamente na minha história. 

Eu já gostava da cidade e da sensação de segurança que ela transmite, mas a mudança foi motivada, acima de tudo, pelo meu papel de pai.

Sou um paizão assumido e queria oferecer à minha filha, que tinha oito anos na época, a oportunidade de crescer em um lugar mais seguro, tranquilo e acolhedor. Curitiba representava a chance de construir um futuro mais sereno.

E assim, guiado por estes valores, a minha trajetória no Grupo Positivo começou. Embora imaginasse continuar no segmento do varejo, fui convidado pelo Giem Guimarães, diretor presidente na época, a integrar a Posigraf, pois ele me conhecia de trabalhos anteriores. Eu aceitei a proposta e iniciei como diretor comercial. A indústria gráfica me apresentou uma lógica totalmente nova, baseada em personalização, agilidade e foco absoluto no cliente, sem produtos de prateleira, com alta sensibilidade a prazos, especificações e expectativas nichadas.

Nesse ambiente, desenvolvi ainda mais minha capacidade de escuta, colaboração e humildade, reafirmando a convicção de que cargos e títulos ficam do lado de fora e que, antes de tudo, somos pessoas. Em posições anteriores, já dizia “medalhas ao chão”, ou seja, cargo e título ficam do lado de fora. Antes de qualquer função, somos pessoas. Ser humano vem antes de ser executivo. Mais tarde, já como diretor-geral, vivi um dos períodos mais marcantes da minha jornada, foi em 2014, onde mudanças precisaram ser feitas, pessoas foram desligadas e a responsabilidade era enorme. Mas havia uma convicção clara: preservar o negócio para garantir o futuro da empresa e dos empregos que continuariam ali.

Liderar, nessas horas, é assumir escolhas duras com consciência e propósito, senso coletivo e compromisso inegociável com os valores do Grupo Positivo: Saber, Ética, Trabalho e Progresso.

Esses princípios foram bússola na liderança que busco exercer, uma liderança que coloca o time no centro, que promove clareza, confiança e esperança, mesmo quando o vento muda, porque sou otimista.

Fora do trabalho, a família é minha prioridade. Tenho grande orgulho da minha filha, que há mais de 15 anos mora nos Estados Unidos, onde construiu uma sólida carreira como engenheira. Hoje, sou avô de uma menina de 1 ano, que trouxe um novo brilho à minha vida e reforçou ainda mais o valor dos vínculos. Além disso, encontro equilíbrio em rituais simples, como nadar, correr, viajar, apreciar um bom charuto, um bom vinho, um bom filme e conversas longas com meus amigos. Recomendo sempre o A La Carte Belas Artes, que considero a melhor plataforma de cinema do Brasil, com uma curadoria de filmes alternativos que ampliam o olhar e provocam reflexão.

Acredito profundamente no aprendizado contínuo e no poder de uma cultura sólida, por isso tenho profunda admiração pelo nosso propósito:

Imprimir com qualidade para um futuro mais positivo, pois cultura permite isto.

Cada etapa da minha trajetória contribuiu para moldar minha forma de trabalhar, aprender, ensinar e liderar. Sigo convicto de que resultados consistentes nascem do coletivo e que pensar coletivamente é, acima de tudo, ser Positivo.